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Neste lugar:
Tem povo humilde
Tem viola
Tem o sol nascendo lindo
Tem trabalho sol a sol
Tem sorriso de matuto
Tem criança rindo junto
Tem passarinho voando
Tem a rede, sombra fresca
Tem vara, peixe pra pescar
Tem cheiro de mato
Tem Maria, tem Joana
Tem cachaça de cana
Tem paz, tem alegria...
Neste meu lugar.
Escrito por Flávio Perina às 11h16
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Está faltando
Aquele algo mais...
Um romance inspirador
Que dá vontade na gente
De falar poesia
De fazer amor
Escrito por Flávio Perina às 22h39
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Ave, Césio
Tirando vidas
Ave, Césio
Irresponsáveis
Ave, Césio
Impunidade
Ave, Césio
Figura da morte
Melhor seria:
Ave, a rosa
Ave, a vida
Ave, amor
Pássaro da paz
Da criança, do feto, do afeto
Da flor...
(Uma homenagem aos mortos pela irresponsabilidade dos homens que abandonaram uma cápsula de césio 157 em Goiânia, em 1987 e até hoje continuam impunes)
Escrito por Flávio Perina às 09h45
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Viola doida
Dedilha e vibra
Nas cordas de um varal
Nas patas de meu cavalo
Galopando em meu quintal
Cavalo doido
Na ventania
Viola voa
Vendaval
Toca o sino
Sinuoso, bêbado
Badalando a catedral
Sola a corda,
Rasga a viola
Violeiro sideral
Solta o verbo
Soa a rima
Viola a corda
Carnaval
Escrito por Flávio Perina às 16h08
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Pequeno
o mundo
Pequena
a mente
Pequena
a vida
Pequeno
o coração
Pequeno
o universo
Pequeno
o amor
Pequena
a paz
Pequeno
o poeta
Pequena
a poesia
Pequeno
é a gente
Vivendo feliz
Escrito por Flávio Perina às 15h51
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Se fosse perguntar
Quem é mulherão?
Gostosa, charmosa?
Talvez, ouvisse:
É a outra: modelo, atriz...
Até mesmo, aquela meretriz...
Por inveja ou raiva
Mulheres passam pela vida,
Esquecendo da beleza interna,
Com fé e coragem
Quando assumem o leme,
Nada temem,
Enfrentam a fome, o vício,
Como se fosse normal,
Trazem dentro de sí, um poder sobrenatural
Vejo sempre, mulheres maravilhosas,
Em que as pernas não estão lisas,
Trazem marcas de uma batalhadora,
Por que acham que não são belas?
Apesar das marcas, das varizes,
Seu amor é belo
E onde abunda, triunfa,
Acima do que a moda prega
As marcas mostram que a forma física
Não é o principal
Celulites e estrias,
Nos mostram um mapa,
Que nos leva a entender
Que ser mulher, é ser natural...
Escrito por Flávio Perina às 01h34
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Como se fosse mar, revolto
Como se fosse bar, renovo
Como se fosse par, recheio
Como se fosse imaginar, recreio
Como se fosse parar, receio
Como se fosse beijar, retenho
Como se fosse amar, requebro
Como se fosse calar, remorso
Como se fosse falar, removo
Como se fosse cantar, renasço
Como se fosse você, retida
Como se fosse partir,
despedida...
Escrito por Flávio Perina às 19h54
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Nasce um novo ano...
Nasce uma nova esperança...
Esperança de que as alegrias do Natal
Possam refletir no ano que se inicia
As luzes de acertos e realizações
De todos os desejos e sonhos.
Sonhos muitas vezes difíceis, porém,
Realizáveis quando depositamos fé na vida...
Flávio Perina – Blog “Poetando...”
Escrito por Flávio Perina às 12h56
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A noite começa a cair
O manto escuro
Envolve a tudo e a todos
A orquestra da natureza
Entoa os primeiro acordes,
Que se misturam com minhas lembranças.
Entristeço e começo a chorar...
Porém, ao longe, vejo
A primeira estrela brilhar no céu escuro.
Uma ponta de felicidade surge em meu peito.
Logo após, a lua aparece.
Meus lábios se abrem num sorriso.
O sono começa a cair, como a noite
Adormeço... Em paz...
Esperando o raiar de um novo dia.
Escrito por Flávio Perina às 16h02
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Eu não nasci para ter,
Nasci para ser...
Um ser quase racional,
Um ser quase feliz,
Um ser que quer ser,
Que não quer poder ter.
O poder, consome o ser,
O ser se consome por poder...
Poder ser. Ser, por poder
Poder ser feliz...
Feliz, por poder ser
Escrito por Flávio Perina às 14h14
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Deixe-me ver um pouco de ti
Conhecer os caminhos do coração
Deixar-te nua,
Descobrir teus segredos
Ver onde chega o sentimento...
Buscar dentro de ti
Tudo aquilo que tens para dar
Deixar à mostra teus anseios
Buscar em teus seios
O amor que sentes e queres..
Desnudar teu ventre
Descobrir de repente
Que queres muito mais
Amar-te devagar
Buscar o prazer Sem saber se vamos parar...
Escrito por Flávio Perina às 02h23
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Embriagar me atrai,
De poesia, de vinho, palavras
Pelo brilho de seus olhos, por um segredo...
Simplesmente, pelo prazer...
Embriagar me atrai...
Poeticamente...
Sem rimas...
Sem verso...
Simples!?!
Sono profundo...
Escrito por Flávio Perina às 00h02
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Enquanto houver uma gota de amor
No coração surrado
Tenho a certeza da felicidade.
Enquanto houver uma gota de sangue,
Correndo nas artérias
Tenho a certeza da vida.
Enquanto houver uma gota de idéias,
Correndo na mente
Tenho uma centelha viva.
Enquanto houver um amigo
Na goteira do mundo
Tenho a certeza de estar vivo.
Escrito por Flávio Perina às 08h47
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Talvez na Aleluia eu, beba um pouco
Para acabar com o desgosto
Que restou do carnaval...
Talvez na Aleluia, eu vá para a rua
Para esquecer o amor
Que em cinzas se tornou...
Talvez na Aleluia, eu faça festa
Para todas aquelas
Que desejam renascer...
Talvez na Aleluia, eu ressurja das cinzas
Em um sol de domingo Para nunca mais morrer...
Escrito por Flávio Perina às 00h21
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Você me esperando,
Seu beijo rosa
Sua saliva gostosa
Seu jeitinho de amar...
Que mude a cor do batom
Seu beijo, outro tom
A mesma forma de amar
Sua boca, multicores
Sua língua mil sabores Uma louca vontade de amar
Escrito por Flávio Perina às 13h03
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